Poesia (In)Quieta

José Fernandes*

A matéria não mata o espírito, não extingue o sentimento do sublime, do superlativo do belo, que é forma e expressão de estados de ser em busca da plenitude, de ser que necessita revelar-se e, por isso, converte-se em arte de palavra, em estética de linguagem, em poesia. Exatamente por isso, a arte poética, a despeito de declarada morta por muitos, há tempos, continua viva, porque o ser, realmente humano, posto qe em permanente conquista de essência, não pode prescindir da palavra, em sua concepção profunda de revelação do ser, em sua concepção metafísica, porque o homem é matéria e espírito, que necessita do permanente, para superar o efêmero, o passageiro, que o inquietam durante todo o existir. É com essa visão ontológica da poesia, arte inteira de linguagem, que nos pomos a ler Lúcida chama, de Sônia Maria Santos, que nos concedeu a honra desse prefácio.

* Professor da UFG e membro da Academia Goiana de Letras.

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